Seus últimos dias

Os últimos dias de Pier Giorgio

Pier Giorgio Frassati morreu de poliomielite em 4 de julho de 1925, na casa da família em Turim. Acredita-se que tenha contraído a doença durante uma de suas visitas aos doentes e pobres nas regiões mais degradadas da cidade. Seu corpo, até então forte e saudável, foi devastado em poucos dias: em menos de uma semana, uma paralisia progressiva atingiu seus músculos e seu sistema respiratório.

Os acontecimentos daqueles dias foram narrados por sua irmã Luciana no comovente livro Meu Irmão Pier Giorgio, Seus Últimos Dias.

Quando os primeiros sintomas surgiram, em 29 de junho, a família estava profundamente abalada pela doença terminal da avó. Toda a atenção da casa estava voltada para ela. Por isso, a gravidade do estado de Pier Giorgio não foi percebida de imediato. Sua paralisia começou a se instalar sem que os pais compreendessem o que estava acontecendo. Dois dias antes de sua morte, sua própria mãe chegou a repreendê-lo por não ajudar nos cuidados com a avó.

Mesmo já gravemente doente, Pier Giorgio não conseguia deixar de pensar nos pobres a quem costumava visitar. Na sexta-feira, 3 de julho, dia em que normalmente realizava essas visitas, pediu à irmã que pegasse um pequeno pacote em seu casaco. Com a mão já semi paralisada, escreveu um breve bilhete para um amigo, Giuseppe Grimaldi:

“Aqui estão as injeções para Converso. O recibo da casa de penhores é do Sappa. Eu o havia esquecido; renove-o em meu nome.”

Mesmo à beira da morte, sua preocupação era que a ajuda material continuasse chegando àqueles que dependiam dele.

Quando o sacerdote que o assistia lhe perguntou: “E se sua avó o chamasse para o céu?”, Pier Giorgio respondeu com simplicidade: “Como eu ficaria feliz!”. Mas logo acrescentou, com preocupação: “E quanto ao pai e à mãe?”. O padre respondeu:

“Giorgio, você não os abandonará. Viverá em espírito com eles do céu. Transmitirá a eles a sua fé e a sua abnegação, e vocês continuarão sendo uma só família.”

Essas palavras pareceram tranquilizá-lo. Ele sorriu, fez um leve gesto afirmativo com a cabeça e respondeu simplesmente: “Sim”.

Seu sofrimento terminou às sete horas da noite de 4 de julho de 1925.

O funeral revelou algo que muitos ainda desconheciam. Centenas de pobres acompanharam o cortejo fúnebre. Somente então, inclusive para sua própria família, tornou-se plenamente claro quem Pier Giorgio realmente tinha sido para tantas pessoas.

Anos mais tarde, o Papa São João Paulo II recordaria sua figura com estas palavras:

“Ele partiu deste mundo muito jovem, mas deixou sua marca em todo o nosso século — e não apenas no nosso século.” Roma, 20 de maio de 1990. 


Localização do túmulo

O túmulo de Pier Giorgio

Após sua morte em 1925, Pier Giorgio Frassati foi inicialmente sepultado na cripta da família Frassati, no cemitério de Pollone.

Depois de sua beatificação, em 1990, seus restos mortais foram trasladados para a Catedral de São João Batista, em Turim, onde permanecem até hoje. O altar dedicado a ele encontra-se no lado esquerdo da catedral, no caminho que conduz à Capela do Santo Sudário.

Ali, numerosos peregrinos passam diariamente para rezar e recordar a vida de fé e caridade de Pier Giorgio. É também nesse lugar que muitos fazem uma visita espiritual ao seu túmulo, confiando-lhe suas intenções e pedindo sua intercessão.

Giorgio e as Almas do purgatório
Giorgio e as Almas do purgatório